sexta-feira, setembro 12, 2008

domingo, outubro 21, 2007

Terras do Demo




o cantar da criação - o cantar da água que se eleva da terra.

Terras do Demo




Terras do Demo: a carícia da civilização fica longe daqui. sentem-se todos os elementos: uma força primordial que sobe das pedras e afecta os homens. o peso vulcânico do granito; uma pura película de água sobre tudo - sobre o rude rumor da terra há um súbtil cantar de criação .

Ponte do Freixo - Saída da Cidade




Ponte do Freixo...
Direcção: Norte.

Rio Douro




Rio Douro com Barco Rabelo.

Casa da Música






Perdi-me... de volta à Boavista.
Casa da Música, Rotunda da Boavista

Palácio de Cristal - AKA Pavilhão Rosa Mota




O Palácio de Cristal foi demolido em 1951 para dar lugar ao Pavilhão Rosa Mota. Contudo o nome de Palácio de Cristal serve ainda para designar aquele espaço.

Esta foto também se encontra neste outro espaço quase.

Rua Gonçalo Sampaio - à Boavista

O Jardim




Faculdade de Letras - Universidade do Porto

Ponte d' Arrábida




Próxima paragem: Porto.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Traços




fim de tarde com as últimas luzes do dia: pessoas regressam a casa; os prédios avançam inexoravelmente sobre nós; os últimos vestígios de vegetação retrocedem horrorizados; mãos há que atacam os vestígios de uma civilização utilitária. uma história simples.

o céu limita-se a dar o enquadramento dramático - nunca irá cair sobre nós.

Cell




Viajamos todos dentro da barriga de aço da cidade. Receamos cada segundo: a doença cardíaca fulminante que nos impede de viver; o trabalho que reclama sempre mais horas e mais horas; o regressar a casa com um sorriso pendurado na face entre os rugidos do trânsito.

Fugimos também dos germes, micróbios, vírus. Fizemos da assepsia um modo de vida. Tememos, agora, qualquer contacto genuíno.

Encerrados em invisíveis células percorremos estes corredores manchados de sangue seco sob esta luz de pesadelo. E sorrimos.

Finalmente, a Simbiose



Havia ali um silêncio de coisas mortas, da antíquissima presença humana. Sentia-se o fervilhar de uma actividade inútil - um formigueiro de vozeares apressados, passos secos de madeira sobre a tijoleira, depois abafados pelo cimento, embrenhando-se no ruído das máquinas, trabalhando...fumo.

Emergindo do tempo, novas necessidades compuseram a loucura. O reaproveitamento do espaço fez que homem e máquina encontrassem, finalmente, a simbiose.

Blue Mood




"...quando não está ninguém é da ausência que se fala..."

os nossos jardins esperam os velhos para viver... e os amantes, ainda, para se esconderem e se encontrarem. eros e thanatos reencontram-se num tempo sem tempo para o romantismo. contudo chega sempre o dia em que os objectos permanecem e contam uma silenciosa história: a partida.

a última imagem nunca tem pessoas - angulosas mãos pronunciando o adeus.


Esta foto também se encontra neste outro espaço quase.

quinta-feira, outubro 18, 2007

Comunicação




Gaia de novo... Gaia a sombria, muito longe das promessas benéficas da deusa da terra. Subúrbios cegos, tempo perdido à procura de algo para fazer, banalidades ditas à esquina do café. Isto é gaia... se lhe juntarmos pequenos espaços que nos fazem acreditar no milagre da multiplicação das aldeias, firmemente congregadas à volta das suas convicções e dos acasos geográficos, temos o tecido de que é feita uma certa mentalidade nacional de vistas curtas. Mas essa é outra gaia que desaparece sob o crescimento demográfico e as necessidades de prolongar esse lóbi que é a construção.

Nesta Gaia em que me desloco os prédios guardam com milhares de olhos a estrada... as luzes não aquecem o frio das ruas e eu acelero o passo para me aquecer. Persigo a noite enquanto prossigo. Gostaria de falar com alguém, mas o telémovel está sem dinheiro e não tenho tostão no bolso. Meditava nas impossibilidades da vida moderna quando a vi, cansada e triste debaixo de um fraco néon - Lili Marleen que espera a minha voz.

Esta é a foto da minha silenciosa frustração.