o bairro russo em riga vem descrito nos roteiros como "the shady part of town". e é. pelo menos é sombrio o suficiente para preocupar. e as casas parecem esconder tragédias antigas. o facto é que as pessoas aqui parecem um pouco mais preocupadas, tristes... aquela cara de transporte público longa e pensativa a que estamos habituados. a torre da academia das ciências parece vigiar toda esta zona que parece querer ruir a qualquer instante. em alguns sítios, bêbedos escondem-se ou roubam comida do lixo. quem nos olha vê estranhos. há quem me fale em língua estranha coisas que parecem feias. pessoas vendem bugigangas pelas esquinas de manhã. durante a tarde as ruas estão vazias, ou quase. a impressão que fica é que há demasiadas memórias presas a estas paredes.
terça-feira, julho 17, 2012
domingo, julho 15, 2012
Riga
Riga impressionou-me pelas suas assimetrias. Se o centro está bem tratado, um paraíso de turistas com música e bares e lojas, à medida que nos afastamos em direcção ao rio as coisas começam a mudar. quando passamos para o outro lado do mercado é outra cidade diferente. e o passado ainda está por demasiado presente pelas ruas.
sexta-feira, julho 13, 2012
Witches' Swamp
o cheiro a enxofre é nojento. é verdade o que dizem: ovos podres, muitos. agarra-se a tudo. permanece depois. assim é o pântano das bruxas, witches' swamp. construíram um caminho de madeira precária e não tratada sobre uma massa vegetal incerta, avançando por entre as árvores que crescem ali. o centro parece um laboratório, matérias que se cruzam. do outro lado, mais perto do rio e longe daqui, libélulas enchem o ar.
quinta-feira, julho 12, 2012
terça-feira, julho 10, 2012
Jaunkemeri - a cidade
acabamos por passar bastante tempo em jaunkemeri. entre os pântanos e o mar. a cidade mais longe, mas não demasiado longe. faltava agitação na rua, muita gente a circular: a confusão rotineira para quem vive numa cidade. aqui não. há espaço entre as coisas para nos encontrarmos. e quanto nos aproximamos da cidade, a primeira coisa que vemos são os prédios soviéticos, todos iguais, pesados, frios, monótonos, a contarem a sua história.
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