quando o pessoal da vice e eu acertamos os pormenores para ir fotografar o milhões em 2012 pensei "e porque não? ora aí está a desculpa perfeita para ir a barcelos, o umbigo do mundo"! o facto é que o milhões de festa é isso mesmo: milhões de festa! não pensava que ia ser tão exigente a nível físico e mental. armado de um purismo incipiente fotografei em jpeg e colei aqui o resultado com todas as suas imperfeições e incoerências. sem photoshop a tentar redescobrir a humanidade. o milhões é o sítio perfeito para isso.
quarta-feira, julho 25, 2012
quarta-feira, julho 18, 2012
terça-feira, julho 17, 2012
Riga - Russian District
o bairro russo em riga vem descrito nos roteiros como "the shady part of town". e é. pelo menos é sombrio o suficiente para preocupar. e as casas parecem esconder tragédias antigas. o facto é que as pessoas aqui parecem um pouco mais preocupadas, tristes... aquela cara de transporte público longa e pensativa a que estamos habituados. a torre da academia das ciências parece vigiar toda esta zona que parece querer ruir a qualquer instante. em alguns sítios, bêbedos escondem-se ou roubam comida do lixo. quem nos olha vê estranhos. há quem me fale em língua estranha coisas que parecem feias. pessoas vendem bugigangas pelas esquinas de manhã. durante a tarde as ruas estão vazias, ou quase. a impressão que fica é que há demasiadas memórias presas a estas paredes.
domingo, julho 15, 2012
Riga
Riga impressionou-me pelas suas assimetrias. Se o centro está bem tratado, um paraíso de turistas com música e bares e lojas, à medida que nos afastamos em direcção ao rio as coisas começam a mudar. quando passamos para o outro lado do mercado é outra cidade diferente. e o passado ainda está por demasiado presente pelas ruas.
sexta-feira, julho 13, 2012
Witches' Swamp
o cheiro a enxofre é nojento. é verdade o que dizem: ovos podres, muitos. agarra-se a tudo. permanece depois. assim é o pântano das bruxas, witches' swamp. construíram um caminho de madeira precária e não tratada sobre uma massa vegetal incerta, avançando por entre as árvores que crescem ali. o centro parece um laboratório, matérias que se cruzam. do outro lado, mais perto do rio e longe daqui, libélulas enchem o ar.
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