quinta-feira, novembro 15, 2012

Coisas Subjectivas, Porto 2012




há sempre uma mediação. seja a câmara, seja a interpretação do olhar (nosso ou alheio), há sempre um obstáculo que nos impede de chegar lá, onde está a experiência completa que se procurava. a câmara tem servido apenas para me afastar: do mundo, das pessoas, da apreensão simples e básica do que me rodeia. a câmara tornou-me cínico para a beleza óbvia - ou talvez exagere e apenas tenha servido para me despertar para o mundo, demasiado feio, demasiado imperfeito, sempre demasiado longe para ser uma experiência perfeita e completa. caminhar sozinho, olhar sozinho, transformar o olhar numa selecção que o afasta do momento e do espaço em que tudo aconteceu. a verdade é que estamos sozinhos e olhámos os obstáculos que nos impedem de ver. somos um exercício de coisas subjectivas.

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